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domingo, 24 de agosto de 2008

P.S. Eu te amo ... ou ... "The Same Mistake Again ..."

Assisti ao filme "P.S. Eu te amo" ontem (P.S. é abreviatura do latim "post scriptum" e significa "escrito depois", muito usado para correções de lapsos e mais ainda como estratégia de retórica, no final de cartas e textos) (Ver crítica)

Por coincidência a música de abertura do menu do DVD e também de encerramento do filme é "Same mistake" do James Blunt (letra e tradução), que por estar em trilha de novela já tocou mais 278691 vezes nas rádios FM, AM, ondas curtas e médias ..., coincidência pois acredito que filme e música trazem um tom semelhante na forma de enxergar a vida e nossas verdadeiras emoções ...

A abordagem do filme é uma experiência extra-sensorial de uma história de amor incompleta, inacabada, ceifada pela morte e que para se resolver precisa de um tempo e uma manobra ...
O filme é um "filme de mulher" sim ... Tem coincidências demais, é açucarado demais, as interpretações não são exatamente consistentes e a escolha do elenco também não foi muito boa (o que a Lisa Kudrow, a Pheebs de Friends, estava fazendo no filme?) ... Tanto que encontrei as classificações"comédia" e "drama", simultaneamente, nas mesmas críticas sobre o filme (?) ...

Entretanto, o filme não é exatamente um erro ... A abordagem é muito bem elaborada, o final do filme salva mais de uma hora de água com açucar, embora os eventos para que o final possa ter ocorrido lembrem a "teoria da bala mágica" que teria matado JFK ... (Veja aqui sobre o filme JFK)

O filme consegue passar a mensagem, das coisas importantes ... Consegue ser bem mais do que uma simples comédia romântica ...

O filme começa com uma discussão idiota entre o casal Holly (Hilary Swank do excelente "Menina de Ouro") e Gerry (Gerard Butler, o Leônidas de "300" de Esparta ... aqui cabe um adendo até que ele segurou o papel mais cômico .. embora eu tenha ficado o filme inteiro esperando uma explosão de fúria (que quase vem no início ainda) do tipo "This is ESPARTA !!!") ...

A discussão que começa o filme é exatamente do tipo que muitos casais têm ... Os planos não se realizam ... Falta dinheiro para comprar um apartamento maior e só então terem filhos, etc ... Um acusa o outro de não se importar com o que deseja ... Mas o amor entre eles é grande e a briga logo dá lugar ao romance ... Mas a morte os separa ... O restante vocês verão no filme (quem ainda não viu ...)

Entretanto, fica encravada na mente e (por que não?) no coração de quem vê este filme, a mensagem de que nada é para sempre ... De que não devemos esperar para sermos felizes ... E que é preciso continuar quando não é mais possível ... Como as coincidências e as manobras do filme só acontecem no cinema mesmo, temos que ter a real noção de que não poderemos deixar nada nesta vida, para ser escrito em um "post scriptum" ... Nem que seja "in memorian".

Na verdade, não teremos esta opção ... E este pode ser, a meu ver, "the mistake"(O erro) do filme ... passar a romântica e falsa idéia da glamourização do amor após a morte (já visto antes em Ghost, embalado pela quase etérea Unchained Melody) ... Embora em "P.S.: Eu te amo", Gerry tenha trabalhado no filme para libertar Holly disto ... (Ihhhh !!! Estraguei a surpresa ...).

P.S.: Não deixe nada para depois ... Muito menos um "Eu te amo" ...